Márcios Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, deixou hoje (31) oficialmente o caso do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Segundo especulações o estopim para a saída da defesa no processo foi a detenção de Andressa Mendonça, noiva de Cachoeira. Andressa começou a ser investigada ontem por suspeita de tentar corromper o juiz responsável pela Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do empresário, em fevereiro.
De acordo com a Procuradoria, Andressa é investigada hoje por suspeita de corrupção ativa, pelo episódio do juiz, e também por suposta lavagem de dinheiro e corrupção passiva -o grupo de Cachoeira teria intenção de transferir bens para o nome dela.
Andressa vai depor na comissão no dia 7 e terá que pagar R$ 100 mil de fiança para não ter a prisão preventiva decretada.
O advogado Augusto Botelho, que integra a equipe de Thomaz Bastos, afirmou que o rompimento do contrato foi amigável e que já estava sendo discutido com a família.
Cachoeira é acusado de ter utilizado agentes públicos e privados em um esquema de exploração do jogo ilegal em Goiás. Ele é réu em uma ação penal em Goiânia e suas relações são investigadas em uma CPI no Congresso.
Foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
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THOMAZ BASTOS DEIXA DEFESA DE CACHOEIRA

